Feitos de vidro

Somos como esse vidro. Vazios. Aí nascemos e passamos a fazer parte de uma família, e enchemos o nosso vidro com pedras grandes, espaçosas: são nossos irmãos, pais, avós, tios, primos e todas essas pessoas que a gente não escolhe ter. Aí crescemos, começamos a frequentar a escola e fazemos amigos.  Os amigos sim, escolhemos. Costumo repetir essa frase, cujo autor não me lembro, que os amigos são a família que a gente escolhe. Mas, como podemos ter espaço para os amigos se o nosso vidro está cheio de pedras? Na verdade, os amigos são areia. Pequenos e muitos grãos de areia. Eles ocupam os espaços entre as pedras: nos fins de semana, nas festas, na escola, na faculdade. Enquanto as pedras continuam ocupando o maior espaço das nossas vidas… Quando acreditamos que a nossa vida já está cheia, encontramos o amor. O amor é água, é fonte de vida, e abraça as pedras e a areia do nosso vidro, ocupa os espaços, enche nossa existência de vida e aí sim nosso vidro fica cheio. Precisamos viver em sintonia com pedras, areia e água. Saber a ordem das coisas, porque se colocarmos água antes, as pedras e a areia vão fazer a água transbordar e evaporar do nosso vidro. Já se colocarmos a areia antes, vão ficar vazios os espaços entre as pedras. Por isso, devemos seguir a ordem dos acontecimentos e manter essa ordem no decorrer da vida, ou vivemos incompletos e com a sensação de sempre estar faltando algo.

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