mão-única

Não sei como te dizer o que eu quero dizer. Não sei como te mostrar que me machuca saber dela e que eu estou mais perto, mais apaixonada e mais disposta e que isso não te serve. Não sei como dizer do que eu sinto quando te vejo e de como eu te quero. Não sei dizer da vontade que eu tenho de colocar teu rosto nas minhas mãos e beijar tua testa e te falar de coisas bonitas. Não sei como te contar do temporal que tu causou em mim e de como as coisas estão bagunçadas depois de ti.

Eu sei que não é importante e que eu cheguei tarde, três anos mais tarde. Mas sabe, eu gostei de ti na primeira vez que eu te vi. Eu gostei do teu abraço e reparei no teu cheiro. Eu gostei dos teus gestos e gostei da nossa sintonia.

Eu queria te dizer isso e, quem sabe, te fazer mudar de ideia. Mas quem sabe mesmo? Eu sei, não tem nada vindo de lá pra cá. Só daqui pra lá. Mas como eu queria que essa estrada não fosse só de ida.

 

 

 

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1 thought on “mão-única”

  1. compartilho desse mesmo sentimento. No lugar de 3 anos, são 5. No lugar da “vontade”, tive a “realização”. Então, por poucas vezes fiz “mudar de ideia”, mas a história só existe agora na lembrança e no desejo futuro de “quem sabe um dia”.

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