abraça a saudade

Gostava de rir e olhar o céu, gostava do cheiro de moletom dentro do abraço, gostava de tomar sorvete nas tardes quentes e cerveja nas noites aleatórias. Tudo assim, rápido, confuso, bagunçado. Não vimos nem sabemos como começou.

Deitada naquela rede, olhando pras cores que o céu e o mar têm quando se juntam, pensou na falta que ele fazia. Pensou em como seriam as tardes sem encontro e as noites sem abraços. E pensou que, como peixe que era, conseguiu sair de um aquário e ganhou o oceano. Não seria difícil dessa vez. Mesmo sendo diferente e mais bonito e mais verdadeiro.

Era, no passado, porque tem que ser assim. Despeja o drama em cima de mim, abraça a falta que ele te faz e dorme um pouco, faz bem. Já são cinco ou seis noites sem fazer isso direito e eu me preocupo. Esteja bem.

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