quem você vai ser?

Talvez jornalista. Talvez professora. Talvez mãe de dois filhos. Talvez dona de casa. Talvez blogueira. Talvez escritora. Talvez largue tudo e vá viajar. Talvez fotógrafa. Talvez secretária. Talvez piloto de avião. Talvez cozinheira. Talvez, apenas.

Talvez tudo isso, talvez nada. O mais importante é QUEM vou ser. E defendo isso desde a lembrança mais remota que tenho da minha infância: eu vou ser quem eu quiser. Sem convenções e sem padrões a seguir rigorosamente, e nunca menos competente em qualquer coisa que decidir fazer por isso.

Vou sempre ter esse jeito meio arrogante de quem não esconde quando não gosta de alguém. Não escondo mesmo, não gosto e não quero perto de mim. Não vou defender nada com que eu não concorde, nunca, muito menos por dinheiro ou qualquer coisa do tipo. Meus ideais sempre vão ser mais importantes que qualquer opinião, principalmente as gratuitas. Mas o meu coração ainda vai ser grande o suficiente pra engolir o orgulho todas as vezes que for preciso, pedir desculpas, dar um abraço ou ajudar qualquer pessoa estranha.

Independente da responsabilidade que meu nome carregar, não vou deixar de fazer as loucuras aleatórias que regem minha vida e me dão histórias boas pra contar. Essa sou eu e essas são coisas que eu gosto e que eu não vou abrir mão nem pelo melhor salário do mundo.

Por isso tenho pena dessas pessoas que precisam puxar o saco dos outros para serem incluídas. Gente que tem que se esforçar pra ser legal com o maior número de pessoas possíveis pra se encaixar em qualquer grupo, só pra não estar sozinha. Gente que não tem nada próprio pra defender: nem amigos, nem personalidade, nem o gosto musical. E não são nem felizes, por terem que ficar o tempo inteiro se preocupando em sustentar algo que não são para continuarem pertencendo a determinado grupo. Coitados.

Posso não encontrar pessoas que gostem do meu jeito de encarar as coisas, mas ainda assim, não abrirei mão das minhas convicções e dos meus valores. Eu posso nunca ser bem sucedida financeiramente na minha vida, desde que eu continue chegando na segunda-feira feliz com o meu trabalho e principalmente feliz por ter feito o que eu quis do meu fim de semana. Eu posso nunca ter dinheiro pra comprar um carro próprio ou passar a vida comendo cup noodles, desde que eu seja eu. Estar em paz com a minha consciência, poder viver do jeito que eu acredito e conseguir ser quem eu quero ser não tem dinheiro, status ou coisa alguma nesse universo inteiro que pague.

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