sente-se, escute.

Hoje aconteceu algo que realmente me preocupou. Acho que, pela primeira vez, eu realmente perdi o controle sobre as coisas. Perdi o controle sobre mim, sobre o que eu penso e sobre como reajo a essa máquina autodestrutiva chamada “mente”. Na maior parte do tempo, eu lido bem com todos os traumas, situações difíceis e bagagens que a vida me deu pra carregar. Algumas coisas nunca consegui deixar pra trás e, volta e meia, elas causam uns desesperos afogados em vodka ou acesos com um isqueiro. Hoje não deu. Hoje, só o que deu foi pra abafar alguns gritos e choros embaixo das cobertas.

O muro é alto, mas eu sei que do outro lado tem o sol. Tudo que eu preciso é ficar leve o suficiente pra voar por cima dele. E eu sei que consigo sozinha. No fundo, mesmo quando seguramos a mão de alguém, tudo que queremos é chegar do lado do muro onde bate o sol. Que analogia melhor pra me expressar, se não elementos do céu? Aliás, a noite tá incrível. Gostaria de andar por aí e ter pra quem contar as últimas coisas que li.

Não importa, eu sei que em algum lugar, alguém olha pro céu exatamente com os mesmos olhos que eu e pode ouvir os meus pensamentos.

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