assalta-me os textos

Você me bagunça e tumultua tudo em mim. Essa moça ousa, é musa e abusa de todo meu sim. Você me bagunça e tumultua tudo em mim e ainda joga baixo, eu acho, nem sei, só sei que foi assim.

Assimila, dissimula, afronta, apronta, diz: “carrega-me nos abraços”. Lapida-me a pedra bruta, insulta, assalta-me os textos, os traços. Me desapropria o rumo, o prumo, juro, me padeço com você. Me desassossega, rega a alma, roga a calma em minha travessia, outro “porquê”.

Parece que o coração carece e diz: “para!” Silencia, se embrulha e se embaralha. Reconsiderar o ar, o andar , nossa absolvição, a escuta e a fala. Nos amorizar o dia, a pia, o corredor, a calçada, o passeio e a sala. Se perder sem se podar e se importar comigo, aprender você sem te prender comigo. Difícil precisar quanto preciso.

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2 thoughts on “assalta-me os textos”

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