marionete

esculpida em pele, osso e sentimentos que não me pertencem de todo, em partes, em gotas, em circunstâncias. só às vezes. as vezes que finjo não lembrar de onde eles vieram…

fui moldada pra seguir teus passos, não solte as cordas, as que me prendem, solte as cordas, as vocais, diga aquilo que prendeu atrás desse nó na garganta, nas cordas cortadas depois que me deixou ir. ou não deixou, não reagiu, não soube, não entendemos. não soubemos. foi como cair em um rio muito grande, com muita correnteza, e só parar de se debater pra sobreviver e ver onde ia dar. deu nisso.

tranço as pernas, os cabelos, os barbantes presos nos braços, reajo, não ajo, espero, mas não muito, não sei. sabe? corto calorias, unhas, o cabelo, mas não os laços, estamos ligados, eu sei. traço metas, traço riscos, traço planos de desenhar teus traços nas minhas mãos.

madeira, barbante, maneiras de continuar. quem me guia agora que já sei que não sou eu?

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