onde é que a gente guarda as coisas que vão se acumulando? as coisas que vamos querendo e não realizando e deixando de lado e querendo outras coisas? como ocupam o mesmo espaço, se é que ocupam? devem, então, ser como passos e pegadas, que coexistem sem se anular. ou devem, talvez, ser como ponteiros que passam duas vezes ao dia pelos mesmos lugares, ditando horas diferentes. pode ser que sejam também como o sol, que está sempre lá, mesmo quando não o vemos – mas vemos, sabemos, sentimos; nada seria mais claro, e no entando quem se move somos nós.

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tentar administrar todas essas lacunas criativas e resoluções não completadas e frases sem pontuação está tirando o sentido de outras coisas, mudando o sentido, dando voltas ao redor de mim – sou uma estrela? se sou, pelo menos ainda vivo? não quero ser um corpo que emana luz-sem-vida, tampouco vida-sem-luz.

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tudo está confuso, vem chegando um temporal. fecharei as janelas, até mais.

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